“Pois o amor de Cristo nos constrange…”

15 15UTC Outubro 15UTC 2009

Olha onde pisa!

Arquivado em: MarceloFernandes — Marcelo Fernandes @ 16:44

(mensagem enviada originalmente em 21/03/08)

Todos nessa vida – sem exceção – em um momento ou outro pelo menos, já se perguntaram se Deus os teria abandonado. Quem não O conhece não acredita que Ele exista, e mesmo os que O conhecem podem vacilar, dependendo da situação. As tempestades vem sobre todos, e elas podem dificultar nossa visão espiritual, impediando que vejamos o Senhor agindo: Eis que ele passa por mim, e não o vejo; segue perante mim, e não o percebo. (Jó 9:11).
 
Nesses momentos em que estamos na escuridão e não sabemos pra onde estamos indo é que fica mais claro a única coisa que pode iluminar nosso caminho: A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho. (Sl 119:105).
 
A leitura da Palavra de Deus deve ser um hábito, para que ela esteja viva em nós. Assim não ficamos cegos quando somos cobertos pela escuridão.
 
Tenha um dia abençoado!
Marcelo Fernandes
 

“Quando fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça, quando eu, guiado por sua luz, caminhava pelas trevas;” (Jó 29:3)

14 14UTC Outubro 14UTC 2009

O amor de Cristo nos constrange (II Co 4:14-15)

Arquivado em: MarceloFernandes — Marcelo Fernandes @ 14:16

          Nessa semana uma informação técnica do wordpress me pareceu interessante. Uma pessoa digitou em algum serviço de busca a pergunta “O que significa que o amor de Cristo nos constrange”, chegando assim a este blog. Infelizmente, essa pessoa não encontrou a resposta aqui. Ainda que tardiamente, vale a pena responder.

          Essa oração (no sentido de sujeito-verbo-predicado, não no sentido de falar com o Pai) está em II Coríntios, 4:14. Reproduzo abaixo também o versículo seguinte.

          “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressucitou.”

          O blog recebeu esse título no ano passado, um período muito especial em minha vida espiritual, ano em que mais investi em meu relacionamento com Deus. E essa frase é a que melhor expressa minha visão do amor de Cristo desde então: constrangimento. O amor de Jesus é tamanho que deixa o homem constrangido. É só parar e pensar no ato Dele, em tudo o que Ele passou por nós, e nos perguntarmos: nós mereciamos esse sacrifício? NÃO. Nós nunca fomos merecedores do amor do nosso Salvador. E mesmo depois disso, não há nada que façamos que nos atribua qualquer valor com o qual possamos recompensá-Lo. Mesmo que vivamos para a Sua obra, não temos como pagar a Deus pela cruz. Essa é a máxima expressão de amor que já existiu e existirá, sem sombra de dúvida. Por isso é constrangedor. E não é uma salvação imposta, Deus não impõe que o aceitemos, Ele nos deixa escolher. Por isso ninguém pode reclamar: “Pô, Jesus maior vacilão, morreu em meu lugar, eu queria mesmo é ir pro inferno”. Ainda assim Ele nos ama. Seu amor é incomensurável, incondicional e impagável. Por isso é constrangedor.

 Paz!

Marcelo Fernandes

12 12UTC Outubro 12UTC 2009

Santidade, conceito teológico

Arquivado em: Conceitos Teológicos, MarceloFernandes — Marcelo Fernandes @ 23:23

          Bom, antes de mais nada, cabe a ressalva de que não estou aqui propondo um conceito de santidade (ainda que o post esteja arquivado na categoria conceitos teológicos). Principalmente porque creio que nem em uma tese de doutorado esse assunto poderia ser esgotado. Minha intenção é propor reflexões sobre o tema.

          Estudos introdutórios sobre santidade costumam conceituá-la no sentido de consagração à Deus, como separação do mundo e entrega ao Pai. Essa idéia demonstra claramente uma dualidade entre sagrado e profano.

          Nesses meus sete anos de caminhada com o Senhor, minha concepção de santidade mudou bastante. Logo após a conversão, eu a entendia como o cumprimento da Lei, como tentativa de evitar toda ação que O desagradava. Pouco depois, com um entendimento um pouco melhor, passei a conceber essa idéia como tudo o que O agradava. Mas essa noção foi modificada de alguns anos para cá, quando minha compreensão de pecado e minha auto-crítica como pecador tornaram-se mais radicais. Desde então, quando penso em santidade entendo antes de tudo como uma harmonia espiritual, um bom relacionamento com Deus. Santificar-se como uma busca do que se passa no coração de Deus, uma aproximação Dele. A santidade expressaria então o relacionamento da pessoa com o Senhor.

          Conferindo o comentário do meu camarada André Caruzo no conceito pecado, postado no último 10 de setembro, podemos ver que alguém já conceitualizou santidade como “tudo aquilo que preserva a vida”. Esta talvez seja a definição mais rica, feita com poucas palavras, que já ouvi. Considerando a estreita relação entre iniquidade e pecado (cujo salário é a morte, Rm 6:23), essa conceitualização associa santidade ao amor de Deus. Fica claro quando lembramos que Deus é amor (I Jo 4:16), e não há vida fora dele. Essa noção de santidade abre caminho para uma infinidade de reflexões na linha do amor (outro conceito que não daria pra fechar…).

          Os estudos em diversas ciências humanas também podem contribuir bastante. Pensando na crença aos homens santos, a historiadora Andréia Frazão considera santidade como  “… o conjunto de comportamentos, atitudes e qualidades que num determinado lugar e tempo são critérios para considerar um indivíduo como venerável…”. Esse viés reflete principalmente as relações sociais, um dos pontos chaves da vida cristã (pois creio que apenas uma minoria considera a existência de uma vida cristã plena por indivíduos isolados. O cristianismo é, nesse aspecto, uma religião de sujeitos em grupos, comunidades, não sozinhos. Pense na própria idéia de igreja).

          Outra linha de pensamento que abre significativamento o leque de reflexões sobre santidade foi proposto por Sofia Boesch Gajano, ao estudar aspectos desse tema na Idade Média: “A santidade no Ocidente medieval constitui um fenômeno considerável, de múltiplas dimensões: fenômeno espiritual, ela é a expressão da busca do divino; fenômeno teológico, ela é a manifestação de Deus no mundo; fenômeno religioso, ela é um momento privilegiado da relação com o sobrenatural; fenômeno social, ela é um fator de coesão e identificação dos grupos e das comunidades; fenômeno institucional, ela está no fundamento das estruturas eclesiásticas e monásticas; fenômeno político, enfim, ela é um ponto de interferência ou de conscidência da religião e do poder. Pode-se, consequentemente, considerar a santidade o lugar de uma mediação bem sucedida entre o natural e o sobrenatural, o material e o espiritual, o mal e o bem, a morte e a vida.”

          Outro ponto importante é lembrarmos que Deus carrega consigo a santidade em si, sendo a sua fonte. Enquanto o homem se santifica, Deus É santo. Por isso, para diferenciar essa santidade tão superior, as vezes diz-se que Ele é “santo, santo, santo” (três vezes santo).

          Por fim, é importante lembrarmos que é preciso desvincular a idéia de santidade de um legalismo (como era minha visão nos meus meses pós-conversão), bem como de arrogância ou falsa modéstia. Pensar em santidade deve trazer consigo idéias (e práticas) como quebrantamento e abnegação.

 A paz!

Marcelo Fernandes

 Ref. SILVA, Andréia Frazão. Reflexões Metodológicas sobre a Análise do Discurso em Perspectiva Histórica: Paternidade, Maternidade, Santidade e Gênero. Cronos: Revista de História, n. 6, p. 194-223, 2002.

 GAJANO, Sofia Boesch. Santidade. In: In: LE GOFF, J. e SCHMITT, J. (Coord.). Dicionário Temático do Ocidente Medieval. Bauru: Edusc, 2006, 2 v., v. 2, p.449-463.

11 11UTC Outubro 11UTC 2009

Divagações sobre violência e paz

Arquivado em: MarceloFernandes — Marcelo Fernandes @ 01:23

          Ontem, 09/10/09, Barack Obama, presidente americano a menos de um ano e candidato a lenda americana por tudo o que representa (e pelo que espera-se dele), ganhou o prêmio Nobel da Paz. No primeiro segundo, achei que era uma piada. No segundo, concluí que não tava entendendo nada. No terceiro, convenci-me de que era uma pressão internacional sobre o agraciado pela premiação, um sinal do que o mundo espera da política externa norte-americana, depois de 8 anos de ingerência bushiana. A expectativa é que um democrata pegue leve nas armas. Que as use apenas para impor outros que estão brigando a parar e resolver na conversa, mas sem levar a beligerância às vias de fato. Uma pax obamica.

          O Governo norte-americano, cujo Obama é chefe, é nada menos que o maior vendedor de armamento do planeta, e depende desse comércio para tentar se manter como maior potência do globo. Governo que invadiu dois países e está em guerra neles, tentando enfraquecer os antigos grupos hegemônicos depostos e deixar os destroços nas mãos de outros grupos, aos quais ele elevou ao poder por serem aliados. Uma herança dramática criada pelos americanos que vieram antes deste presidente, um quadro complexo criado pelo comitê do Nobel com essa premiação. Uma equação difícil pra esse ex-senador resolver.

          Bem já cantou o Oficina G3, “Humanos que pedem a paz em toda a Terra, e a buscam com armas e tanques de guerra.” (música Até Quando?, álbum Humanos). O século XXI vê sua primeira década acabar com a esperança de uma paz armada sob a liderança de uma superpotência militar.

          Pessoalmente, estou as voltas com um projeto de mestrado. O assunto? O que homens da Igreja nos séculos XII e XIII pensavam sobre violência. Acho que desde os primórdios esse tema preocupa a humanidade.

          Dois versículos que gosto muito:

 “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito…”. Zc 4:6 (ARC)

 “… Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão” Mt 26:52 (ARA)

           Gandhi disse: “Não há caminho para a paz, a paz é o caminho.” Mas desde que o homem passou a viver em sociedade, a violência (entendida aqui como coação física) é um elemento ao mesmo tempo conformador e desestabilizador das relações sociais. Nós legitimamos e reproduzimos essas práticas com nossos discursos e ações.

          Que Deus abençõe o Obama. Porque o mundo tá esperando que o coitado seja um deus…

 A paz do Senhor (mais do que nunca, a paz!)

Marcelo Fernandes

10 10UTC Outubro 10UTC 2009

sobre conhecimento

Arquivado em: MarceloFernandes, Maximas — Marcelo Fernandes @ 23:18

“Ninguém nasce mestre.”
Provérbio latino

e:

“Porventura são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? (…)”
(I Co 12:29)

Em tempo: será que é por isso que estou querendo ingressar no mestrado? (Idéias ao vento. Jogo de palavras envolvendo vida profissional e religiosa, rs).

5 05UTC Outubro 05UTC 2009

Evangelizando o mundo, pessoalmente, sem sair do Rio

Arquivado em: MarceloFernandes — Marcelo Fernandes @ 00:56

“…erguei os olhos e vede os campos, que já branquejam para a ceifa.” Jo 4:35

               Vira e mexe ouço alguns cidadãos, com maior conhecimento teológico, falar de “unção de nações”, “graça comum de um povo”, etc. Nunca parei pra pensar muito nisso, nem estudei o assunto. Mas nos últimos meses, em especial de sexta pra cá, tive que parar e pensar.

                Quem é cristão e convive de alguma forma comigo já deve ter me ouvido falando que considero nós, brasileiros, em especial os moradores do Grande Rio, privilegiados dentre os privilegiados. Se teve fila no céu pra ganhar bençãos antes de nascermos, todos nós com certeza entramos nessa fila umas três vezes. Me explico:

                Quer conhecer o Senhor? Quer adorá-lo? Bom, você liga a tv e tem dezenas de opções de programas que falam de Deus. Se você considera que alguns estão falando bobagens doutrinárias, tem várias outras opções. Se você quer ouvir louvores, você pode sintonizar em uma de várias rádios, nos quais cantam um sem número de ministérios e cantores. Se você quer ir a uma igreja, dificilmente você vive a mais de quinhentos metros de uma. As opções são tantas, que você pode achar difícil escolher. No bairro onde vivo, tem pelo menos dez. E olha que dá pra atravessar o bairro de uma ponta a outra em dez minutos, andando devagar. Tem gente na Nigéria que congrega em uma igreja de um missionário que apoiamos, que o cidadão precisa andar mais de três horas pra chegar na igreja. Não podemos esquecer ainda que você tem liberdade de fazer isso tudo. Chutando um percentual de cabeça, pensando nos nossos irmãos perseguidos, de lugares como China, Índia e dezenas de países islâmicos, creio que metade da população da Terra sofre sérias sanções ao declarar-se cristã. Em muitos países, o cristão é legalmente privado de acesso a serviços públicos, como saúde e educação. Muita gente é expulsa de casa, perde o emprego, é preso, torturado. (www.portasabertas.org.br)

                Mas voltemos a pensar em nós. Ah, ser cristão no Brasil é muito bom, ser carioca da gema então é melhor ainda. Quantos de nós vivemos abaixo da linha da pobreza? Mesmo os que vivem, tem acesso a serviços sociais, sejam governamentais ou de ONGs. Só na China, tem 300 MILHÕES de pessoas que não tem essa sorte, vivem com menos de R$2,80 (1 dólar) por dia. Nós? Ah, nós gastamos isso com uma passagem de ônibus, fazendo um lanche.

                Pois bem, acho difícil não considerar, portando, que somos privilegiados na Terra. E o que fazemos com esse privilégio? Temos recebido tanto de Deus, com que despreendimento temos falado do amor Dele para os outros? Penso em casos como o do meu camarada Luiz, suando a camisa para levantar fundos em igrejas para ficar um mês em solo angolano, em um nível de conforto abaixo do que está acostumado, só pra ter uma oportunidade de dizer pra alguém: Jesus te ama. Mas isso é raro. Paro,  penso e me envergonho das minhas iniciativas pessoais da evangelismo, que praticamente se restingem ao trabalho que fazemos na porta da nossa igreja, apenas uma hora a cada quinze dias… Pelo nosso tamanho, por tudo o que recebemos, deveríamos fazer muito mais. Pouco evangelizamos, muito pouco nos dedicamos às missões. Nossas atitudes são egoístas, pois não compartilhamos o que temos de mais precioso, que é Deus, com o próximo.

                Voltando ao papo da “unção dos povos”, “mover do Espírito sobre uma nação”, ou o que preferir. Se não vamos em missões para outros povos do globo, se não enviamos ninguém, e nem nos damos ao trabalho de orar por eles, milhões de pessoas que Deus nos ordenou amar como a nós mesmos, o que Deus faz conosco? FACILITA A NOSSA VIDA. É incrível como Deus tem nos honrado, mesmo em meio ao nosso comodismo.

                Como é essa facilidade? Em 2014, o Brasil será sede de um dos maiores eventos esportivos da Terra, a Copa do Mundo. O Rio receberá jogos, e a cerimônia de encerramento. Se já vem gringo de tudo o que é canto pra cá normalmente, o que dirá nesse tempo, quando as pessoas virão pra Copa, e mesmo que muitos vejam jogos em outras cidades, grande parte não perderá a oportunidade de visitar o Rio, que já era chamada de porta de entrada do Brasil antes mesmo do Cristo Redentor ser considerado uma maravilha do mundo moderno. Se você ainda dúvida da capacidade do futebol de agregar gente de todas as nações, saiba que a FIFA tem mais países associados que a ONU.

                E pra ficar completo, em 2016, teremos Olimpíadas. Aí então é que vai ter muita gente vindo pra cá. Já parou pra pensar nisso?

                Minha igreja fica em frente ao Terminal Rodoviário de Niterói, no centro da cidade. Passam diariamente por aqui mais de 400 mil pessoas. Em uma hora de culto, feito das 18hs às 19hs, distribuimos 1000 folhetos fácil, as vezes 1200 (eu sou responsável por comprar os folhetos da igreja, então acompanho isso de perto). As pessoas que evangelizamos nesses 60 minutos vão para São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Duque de Caxias… sementes que lançamos aqui germinam em lugares que nem ficamos sabendo. Sementes que dão frutos, e geram mais sementes…

                Já parou pra pensar no que a Copa e a Olimpíada representam? É como no caso do evangelismo da minha igreja, mas expandindo para um nível inimaginável. Se não saímos às missões, Deus está preparando para trazer as pessoas até nós. E ainda tá marcando dia e hora!

                A unção está mesmo sobre nós. Devemos nos preparar para fazer o melhor para Deus. A quem muito é dado, muito será cobrado…

A paz!

Marcelo Fernandes

contribuição Pr. Neucir Valentim

10 10UTC Setembro 10UTC 2009

Pecado, conceito teológico

Arquivado em: Conceitos Teológicos, MarceloFernandes — Marcelo Fernandes @ 13:54

          O pecado é um dos pontos chave do cristianismo. Pensar em nossa vida espiritual por mais de um minuto sem pensar no conceito de pecado é quase impossível, dado que a Bíblia é categorica em afirmar que todos somos pecadores.

          Mas o que é o pecado?

          Considero que em última análise todos somos de algum modo como o Menocchio, o célebre moleiro que protagoniza O queijo e os vermes, obra prima de Carlo Ginzburg: apreendemos o mundo ao nosso redor, seja o secular ou o espiritual, com as categorias e ferramentas que adquirimos/desenvolvemos ao longo da vida. Com isso construímos, cada um, uma visão única de mundo. Não existe um que pense igual ao outro, todos temos nossas idiossincrasias. O mundo visto pelo Menocchio era um queijo e vermes…

          Meu entendimento sobre o pecado não é fruto de uma pesquisa teológica sobre o assunto. É, antes, resultado da minha caminhada com o Senhor nesses quase sete anos, leitura bíblica, conversas e debates com amigos, professores de Escola Bíblica Dominical, pregações ouvidas. É, antes de mais nada, uma constatação do meu viver, uma tentativa de auto-crítica nada condescendente.

          Antes de mais nada, é preciso pensar em santidade (algo que conceitualizarei mais detidamente em outra oportunidade). Deus é santo, e só Ele o é. A santidade é o que gera a paz sobrenatural que Jesus prometeu. É como aqueles lagos perfeitos que só vemos em filmes e fotos, totalmente tranquilos, sem nenhum movimento, nenhuma perturbação no espelho d’água.        

          Por fim, o pecado. Ele não é um vacilo, como muitos pensam. Não é um mero erro, como a maioria gosta de pensar. “Errar é humano”, é muito repetido. Sim, todos erram. Mas errar é descarregar nosso estresse em alguém que não tem nada haver com nossos problemas, jogar futebol depois da feijoada, escolher o Maradona como técnico da Argentina. O pecado é algo muito mais sério, de consequencias funestas para os outros, mas principalmente para quem o pratica (Romanos 6:23). Entendo o pecado como uma rebelião espiritual contra a santidade de Deus. É tacar uma pedra e macular aquele lago que citamos a pouco. É afirmar na prática que estamos contra Deus, e queremos nossa separação Dele.

          Mas o sangue do Cordeiro nos lava de todo pecado, por Ele somos justificados. Com a direção do Espírito Santo, temos nova oportunidade de buscarmos a paz, encontrarmos o lago perfeito denovo… Aleluia!

 A paz!

Marcelo Fernandes

29 29UTC Agosto 29UTC 2009

O direito de julgar

Arquivado em: MarceloFernandes — Marcelo Fernandes @ 01:45

(mensagem enviada em 17/03/2008)

 Falar é tão fácil

É mais fácil acusar

No papel de juiz, todos querem ficar

Réu ou Juiz? (Oficina G3)

Tenho me surpreendido com a avidez com que temos julgado as pessoas. Freqüentemente nos apegamos a um defeito ou erro de alguém e passamos a enxergar aquela pessoa apenas por essa perspectiva, como se aquilo definisse todo o caráter da pessoa. Ou então uma pessoa que mal conhecemos fala mal de outra que também não conhecemos bem, e pronto: nos posicionamos como se a acusação fosse inegável verdade, e como se coubesse a nós sermos os executores da justiça.

Tudo isso é muito grave. Temos nos esquecido que a justiça pertence a Deus, Ele é o único justo e juiz.

É evidente que todos temos direito (e eu diria um dever) de ter uma opinião, um posicionamento. Mas não podemos olhar para todos como se nós fossemos inerráveis defensores da lei. Nesse mundo de egocêntricos e de pessoas sem caráter, há quem defenda que não é boa idéia considerar que todos são inocentes até que se prove o contrário, mas não podemos considerar que todos são culpados até que se provem inocentes. Não podemos julgar os outros por supostos atos cometidos, que não temos certeza do que aconteceu ou não, e acima de tudo em todo o tempo temos que usar de misericórdia. Estamos na semana da Páscoa, lembremo-nos que foi com misericórdia que o Senhor decidiu nos olhar, levando Jesus até a cruz.

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida que tiveres medido, vos medirão também”. Mat 7:1-2

Marcelo Fernandes

A CASA DE DEUS

Arquivado em: MarceloFernandes — Marcelo Fernandes @ 01:43

(mensagem enviada em 27/01/08)

Hoje de manhã, como costumo fazer em todas as manhãs de domingo, fui a igreja na qual sou membro. E como diriam os evangélicos, foi uma benção. Os louvores, a palavra dada pelo líder do louvor, e depois na escola bíblica a palavra dada pela esposa do pastor, tudo foi abençoador.

Isso não me surpreende em nada, de fato. A Palavra de Deus diz: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus 18:20). Mas mesmo assim, ver o Espírito Santo na direção do culto, usando as pessoas para trazer uma palavra de exortação e conforto, é… indescritível.

Foi minha escolha ir até aquele lugar. O tempo amanheceu legal, dava pra pegar uma praia, ou então dormir até mais tarde e depois fazer uma caminhada, ou ver o tropeço do Fluminense no Globo Esporte… eram muitas as boas opções. Mas sem sombra de dúvida fiz a melhor escolha. Já ouvi de alguns: ninguém precisa ir a igreja para poder falar com Deus, posso orar do meu quarto. Sim, é evidente, através de Jesus ganhamos a facilidade de falar com Deus de qualquer lugar que estejamos, e ainda temos o Espírito Santo pra nos ajudar. Quer coisa melhor que isso?

Mas Deus não criou a igreja sem qualquer razão. O propósito da igreja é o crescimento espiritual dos cristãos. Eu por exemplo sou um zero a esquerda com relação a música, mas na igreja tem irmãos que tem dons para isso, eles nos conduzem à adoração, e eu sou abençoado com isso. Lá também tem trocentas pessoas que conhecem a Bíblia, passaram por muita coisa e foram abençoados por Deus, e cada uma dessas pessoas me abençoa de uma maneira diferente. Pra quem está de fora, aquela reunião de pessoas, bendizendo um Deus que elas nunca viram com os próprios olhos, pode parecer sem sentido. Mas bem disse o Senhor por intermédio de Paulo: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente”. (I Coríntios 2:14). Por dezoito anos aquela reunião de pessoas não fazia sentido pra mim, hoje ela caracteriza o melhor dia da minha semana. Nesses últimos anos muitas vezes bateu o cansaço, deu vontade de fazer qualquer outra coisa ou teve a preocupação de uma obrigação a ser feita, mas tenho pedido pra Deus me dar a vontade de fazer o que é melhor pra mim. E aí o coração aperta se não vou a igreja, e mesmo quando vou desanimado e sem qualquer expectativa, saio de lá abençoado.

Não fique sentado esperando que sua vida mude sozinha, ou que o Senhor venha pessoalmente bater a sua porta e te oferecer uma vida abundante. Busque – e persevere – em buscar o senhor, vá a uma igreja.

 “Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor”. Salmo 122:1

Marcelo Fernandes

OVELHAS PROCURANDO PASTOR

Arquivado em: MarceloFernandes — Marcelo Fernandes @ 01:42

(mensagem enviada em 19/09/2007)

Por que somos comparados a ovelhas?

A ovelha é um animal indefeso, sem senso de direção, que não sobrevive sozinho. Por isso vivem em grandes grupos, e precisam de um pastor que as guie. Espiritualmente somos como as ovelhas: independente de sabedoria, inteligência, conhecimento ou qualquer outro fator, somos indefesos, sem senso de direção, não sobrevivemos sozinhos. Por isso precisamos estar juntos, guiados pelo Nosso Pastor.

Ainda menino, Jesus foi com seus pais a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Voltando, o procuraram no meio dos parentes, mas não o encontraram. Voltaram a Jerusalém, e aflitos procuraram Jesus, encontrando-o apenas no terceiro dia. Questionado, disse Jesus: “Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu pai?”

Onde temos procurado Jesus?

Tenha um dia abençoado

Marcelo Fernandes

ref.: Lc 2:41-51

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