O fim de semana foi muito bom. O clima frio e minha gripe não atrapalharam. Dois amigos vieram para casa no sábado, e ficaram para irmos a minha igreja no domingo de manhã. Isso quer dizer, é lógico, que não conseguimos conter nossas bocas, e mais uma vez as conversas chegaram às quatro e meia da manhã, horário que está virando uma tradição nessas reuniões.
Os objetos da conversa éramos nós mesmos, a abordagem da vez era a psicologia. Muitos “não-ditos” foram pronunciados, “pactos silenciosos” foram falados. Talvez isso pudesse ter provocado algum constrangimento, mas as risadas constantes demonstraram que não foi o caso. Como não podia deixar de ser, não tem como conduzirmos uma conversa de umas seis horas sobre nossas vidas sem falarmos de Deus. Lá pelas tantas um deles percebeu: “E aqui estamos nós falando de Deus de novo…”
Sim, pois Deus está presente em nossas vidas, mas não totalmente. Lembrou-me de um conceito criado por um amigo meu, que temos usado em nossos debates teológicos: saudade. Com a queda, o homem se afastou de Deus, daí o grande vazio que todo homem sente. Aceitar a Jesus como Salvador faz com que o Espírito Santo habite na pessoa, preenchendo parcialmente esse vazio. Parcialmente, pois sentimos Sua presença, mas ainda não estamos com Ele. Então o cristão não tem mais o vazio, mas ainda sente uma saudade, que é a vontade de estar com o seu Criador. Simples, não? Enquanto estamos por aqui, temos que aprender a lidar com essa e outras saudades. Existe tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar, querendo ou não…
Dá vontade de filosofar sobre saudade, mas isso vai ficar pra outro dia.
Que o Consolador tenha liberdade em nossos corações, nos ensinando a lidar com as diversas saudades.
A paz!
Marcelo Fernandes
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Atualização: uma vez que o criador deste conceito, Samuel Marques Gomes, passará a ser co-responsável pelo blog, esse post é arquivado em uma categoria com seu nome (10/09/09).